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Todas nós somos super mulheres. E todo dia.

No dia em que ouvimos parabéns, ganhamos flores em restaurantes e somos “comemoradas”, eu acho oportuno questionar essa celebração e trazer a discussão pra um nível mais acima, sem ser chato.

Me parece bem contraditório receber um “feliz dia da mulher” quando você não pode bem ser a mulher que vc quer ser. Falo mais no sentido dos direitos das mulheres de fazerem escolhas nas suas vidas independentemente das obrigações sociais, das expectativas que a sociedade tem de você.

Li um artigo super legal na TPM e aqui é um trecho que acho bem relevante no “Dia Internacional da Mulher”.

“Todo dia é dia da mulher só se for pra fazer mil coisas ao mesmo tempo, ganhar menos e ser xingada na rua. Por isso, todos os anos repetimos a mesma coisa. A maioria de nós:
• Não gosta de ganhar flor no quilo perto da firma (o que vamos fazer com a flor? E dar de cara com grupinhos de mulheres andando com flor na mão?). Não queremos.
• Não aprecia lembrancinhas cor-de-rosa (muitas de nós, acreditem, não gostam de usar rosa) e acha que florzinha rosa com cartão é um bom presente só para meninas de 7 anos. E elas podem não gostar.
Todo Dia da Mulher, esta redação fica meio irritada, porque o que realmente queríamos – e esta revista vem repetindo isso há 13 anos – é:
• A legalização do aborto;
• Um dia sem notícias terríveis de casos de violência contra a mulher;
• O direito de ter um corpo saudável, mas de não ter que ficar presa a padrões de beleza bizarros;
• Só ser mãe se quiser;
• E, se quiser ser mãe, ter direito a uma creche pública para deixar o filho e não se sentir culpada por estar trabalhando;
• Não ser uma mulher-polvo (aquela que equilibra família, marido, carreira e não tem tempo para nada nesta vida);
• Não ter que ser “a executiva bem-sucedida”, a “mãe perfeita mal-arrumada” e qualquer outro estereótipo desses que não servem para nada, só para deixar a gente se achando um lixo;
• Não ser chamada de louca, ou de encalhada, ou de mal comida, ou de puta, ou de “pessoa que ficou com o chefe para subir na vida”.

Tudo o que queremos para ficarmos mais felizes é passar um dia sem ouvir essas ofensas. Queremos um dia sem ter que nada, sabe? Vai ser difícil que isso aconteça neste Dia da Mulher de 2014, mas fica
aqui o nosso apelo. De que serve ganhar uma flor no restaurante e um sachê na firma e andar na rua e ouvir: “bunda gostosaaa” ou “barangaaa” ou “baleiaaaa”. E se a gente atirar a flor em quem nos xingou, ainda vamos ser chamadas de loucas!”

Dia das mulheres meu c*! Me respeita, porra!

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