10 jeitos de incluir idéias feministas no seu dia a dia

Two dresses in different styles for day time celebration: 17 may

Dicas de estilo na grande abertura da Zizzi

Two dresses for day time party that are just gorgeous and affordable

lindex-extended-sizes-store-storrelser

O vestido rosa e o padrão de quem e fora do padrão

Peças MARAVILHOSAS na promoção por MENOS de 100 reais

Maternidade por acaso: meu diário de ser mãe

Maternidade por acaso: meu diário de ser mãe



Hoje faz onze dias que sou mãe. Escrevendo essa frase, lendo alto, repetindo… mesmo assim tá meio longe da ficha cair. Isso porque não sei o que vai me dizer que a ficha caiu ou não. Quer mais choque de realidade do que um parto normal e onze noites sem dormir direito? Isso sem contar os últimos meses de gravidez em que eu não dormia bem.

Eu já sou mãe desde que descobri que estava gerando esse “serumaninho” (já sabe como foi tudo muito doido?). Desde então já não há planos sem ele, não há nada mais na minha vida que não o inclua. Mesmo que eu planeje coisas que não são exatamente pra eu fazer com um filho no colo, tem que ter um plano que compreenda onde ele vai estar enquanto eu estiver fazendo essa tal coisa. Esse é um ponto interessante: acho que vou chegar a um equilíbrio mas me sinto um pouco culpada de ter algum plano em mente que não inclua meu filho comigo. Doido né? Eu sei…

Existe uma grande romantização do que é ser mãe. Com tão pouco tempo de cadeira eu definitivamente não posso discorrer com precisão sobre o que de fato é ser mãe, mas estou aprendendo. Rápido. E intensamente. Ouvi dizer que quando você vê a carinha dele, todas as dores do mundo passam. Não passam não. Você apenas fica num estado de graça que deixa a dor mais suportável. Você se coloca em segundo plano, sempre.

Um exemplo corriqueiro: meu filho come muito, o menino é grande pra idade dele então ele precisa de mais leite do que os outros bebês da idade dele. Por isso meu mamilo dói quando amamento. Mas aí ele chora com fome e eu nem penso na dor, vai com dor mesmo, ele precisa se alimentar. A médica me disse que eu posso usar a formula pra complementar e me dar mais um descanso, tanto de dormir de noite quanto pro meu mamilo dolorido. Mas aí entra o fator “mãe em segundo plano” e eu decido não usar leite artificial se eu produzo naturalmente o monte que ele precisa. Posso dormir depois…

Duas semanas atrás eu não sabia nem segurar um recém nascido. Trocar fralda então, acho que só tinha feito uma vez na vida. Dez dias atrás eu não sabia o que me esperava… Há poucos elementos de romantismo no dia a dia de quem acabou de ter filho. Tenho dormido pouquíssimo, tempo pra mim não sobra, estou melhor agora mas na primeira semana parecia que eu tinha sido atropelada. Por dormir pouco estou sempre com dor de cabeça. E se você perguntar pra outra mulher que acabou de virar mãe, os sintomas não serão tão diferentes. 

Mas aí ele se acalma quando eu o seguro, respira fundo relaxado quando deita na minha barriga com sua pele encostando na minha, abre os olhos e me procura quando ouve a minha voz ou dá aquele escândalo de fome quando sente meu cheiro (o do leite, mais precisamente). Acho que é desse sentimento de recompensa que falam quando dizem “é difícil mas vale a pena”.

gisella-francisca-maternidade-plus-size-vestido-listrado 1

O parto:

Lembra que falei aqui que queria parto natural mas estava com medo? Eu tinha razão. É puxado mesmo. Geralmente o primeiro parto é sempre longo. O corpo nunca fez isso, você nunca passou por nada parecido então tudo é novidade. Desde os primeiros sintomas do trabalho de parto até o bebê nascer foram quase 26 horas!!! Eu fiquei a maioria do tempo em casa e só fui pro hospital quando as contrações estavam frequentes e fortes. E foi meio curioso mas eu estava sempre me preparando pra uma contração mais forte, aí vinha uma mais forte e eu pensava, ok, tá vindo mais por aí… parece terror psicológico mas isso acabou me ajudando de alguma forma. Eu até tomei a epidural, como eu queria. Já cheguei no hospital assim “epidural tá?” kkkkk. Mas acabou que a anestesia retardou meu processo de dilatação então tiramos a anestesia e foi na cara e na coragem mesmo. 

Fiquei satisfeita em ter tido um parto natural, só com a parteira mesmo e um assistente dela. É realmente uma experiência única como todo mundo fala. Única na dor, tipo, sério, dói mesmo mas a gente suporta.Explicar dor é difícil mas é uma cólica menstrual com uma dor muscular na virilha que se alastra para as costas. Além disso tem a ultra desagradável sensação de algo estar abrindo seu ventre por dentro. Pois é, não é mesmo um passeio no parque. Eu ficava o tempo todo falando pra mim: eu posso, eu consigo, I take it as a woman! Meu marido também ajudou muito na motivação e na calma. 

É assim que é: we take it as women ou nós suportamos como mulheres (numa tradução livre que tira um pouquinho da força que a frase em inglês tem).

Depois do parto eu fiquei 3 dias no hospital. É o padrão para parto normal. Foi bom porque tive a oportunidade de fazer um tipo de curso intensivo com o time de parteiras lá. Ainda descolei um quarto só pra mim e meu marido. É o desenrole carioca né mores? kkkk

No quarto do lado tinham mais dois bebês e a gente dividia o berçário. Já tinha fraldas, roupinhas, mantinhas, tudo do hospital. Acabei nem usando o que eu levei. Achei isso tão legal.

O principeso:

Nasceu dia 19/08 com 52cm e 3,925kg. Um bebezão. Todo perfeitinho, fez os testes e não deu nada de anormal. É branquelo mas está pegando uma corzinha aos poucos. Mamãe adoraria que o cabelo dele fosse cacheado mas ainda é cedo né? Ele mama toda hora, é forte e saudável (no parto os batimentos cardíacos dele se mantiveram estáveis o tempo todo). A médica dele acha que ele é um bebê feliz e com linguagem corporal relaxada. Mamãe toda boba né?

Ele se chama Mikkél! É um nome nordico, mais comum na Dinamarca, Finlândia e Islândia. Eu coloquei o acento pra ficar mais abrasileirado, já que eu sempre quis chamar meu filho de Miguel. Mas aqui na Noruega não funcionaria bem e eu amo Mikkel. Falamos Míkkel aqui e Mikkél no Brasil. Eu falo português com ele e meu marido, Norueguês. Vamos deixar pra ele aprender inglês depois. Muito idioma junto pode atrapalhar o processo de aprendizagem e fala dele.

Mikkél é uma benção nas nossas vidas. É tanta luz num corpinho só… só agora eu consigo perceber que faltava alguma coisa na vida…

gisella-francisca-maternidade-plus-size-baby-ago16 1gisella-francisca-maternidade-plus-size-baby-ago16 2

Agora advinha? Patrão tá chamando, tenho que ir.

Obrigada de novo a todos os votos carinhosos que vocês têm mandado pra mim. Eu valorizo cada minutinho que vcs dedicam a nos desejar coisas boas. E faço pensamento positivo desejando esse amor todo de volta pra vocês e suas famílias.

Meu look:

Tô usando esse vestido muso da Julia Plus que tá disponível no site Glamour.com.br – eles são pioneiros em venda online de roupa e acessórios no Brasil e estão começando com a linha Plus Size.

O kimono/trench/veste é da River Island. Mule da H&M.

*vestido e trench patrocinados

gisella-francisca-maternidade-plus-size-vestido-listrado 2gisella-francisca-maternidade-plus-size-vestido-listrado 3

Deixe um comentário

Enviar Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *



Pin It on Pinterest