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Top Model Plus Size da Escandinavia e a verdade da indústria

Top Model Plus Size da Escandinavia e a verdade da indústria

A edição Escandinava do programa Top Model de 2016 foi toda dedicada a modelos Plus Size – anunciado extensivamente na mídia. A vencedora  ganhou um contrato com a agência britânica Milk Model Management, que é uma das agências mais respeitadas na indústria, além de uma capa na revista Slink e campanha com a marca de lingerie – Change (eu fiz um trabalho lindo com eles , as peças são maravilhosas).

As modelos – da Noruega, Suécia e Dinamarca – variaram entre 20 e 27 anos, todas lindas e determinadas a ser a próxima Top Model da parte mais fria do mundo :-)

O que eu achei

Eu tenho uma participação extensa na indústria de moda plus size internacional, trabalhando tanto na frente das câmeras quanto como modelo, e nos bastidores como gerente de marca e consultora. Além disso tem meu blog e minhs produção de conteúdo para outras mídias. Então eu tenho um ponto de vista holístico da coisa.

Moda Plus Size em sí já quebra padrões. Tem uma mensagem tão poderosa de inclusão e diversidade. Da mesma forma que a indústria da moda regular, o Plus Size também carrega um papel de “fazer sentir bem”. É a voz da minoria e coloca luz  sobre a grande participação de mercado o plus size representam hoje em dia.

Modelos Plus Size começaram a existir como trabalho há cerca de 30 anos, quando Lane Bryant começou a desenhar roupas para mulheres maiores. Tornou-se uma indústria primeiro nos EUA e, em seguida, se espalhou para a Europa. Minha amiga Fluvia Lacerda, por exemplo, tem modelado com sucesso há mais de 10 anos e ela ainda está no com tudo. As agências como a Milk Management ajudam a profissionalizar o mercado. Assim como um programa de TV tipo o Top Model. Em 2008, o show americano teve a primeira vencedora plus size, Whitney Thompson.

Já tá na hora de modelos plus size ou aqueles que querem ser, terem chances de mostrar suas habilidades profissionais. Então, eu fiquei muito feliz quando soube que a Escandinávia teria um Top Model Plus Size. Especialmente porque uma das minhas blogueiras preferidas na Escandinavia – Janka Polliani – seria a apresentadora, como a Tyra Banks :-). O conceito foi mara: 18 meninas numa casa moderna, incrível, 3 juízes e uma produção em Portugal durante o verão. Não pode ficar melhor, certo? Vida cotidiana, um monte de drama de meninas que vivem juntas, photoshoots, beleza, estilo … tudo ótimo.

As meninas são lindas, curvas definidas menos da metade veste mais de 42. Sem problema com isso, mas foi uma boa representação das in-betweeners e não de Plus Size como 52 por exemplo. De acordo com os jurados, as meninas maiores não tinham muito talento pra modelo e foram para casa primeiro. Pode ser coincidência ou um sinal de como a indústria realmente funciona. Meninas maiores não são tão apreciadas.

 

Então eu posso dizer com segurança que o Top Model Plus Size aqui na Escandinávia não teve uma modelo que de fato representasse as mulheres plus size em sua maioria, ou como eu por exemplo.

Levando em consideração um estudo recente no International Journal of Fashion, Design, Technology and Education, a média do tamanho das mulheres nos EUA é entre 16 e 18 (48 e 50 no Brasil) e não mais 14 como o ultimo estudo de dez anos atras sugeriu. O estudo ainda revelou que mulheres negras em média vestem 18 e 20 nos EUA. :-) A autora espera que esse estudo incentive a indústria de moda regular e plus size a reverem seus tamanhos.“I am hoping this will help nudge the fashion industry to seriously consider expanding their sizes,”  Deborah Christel, Ph.D. 

Porém o programa representou a indústria, como eu acho que tem que ser num programa desse. A verdade é que a indústria prefere os inbetweeners com curvas proporcionais do que outros tipos de corpo além do formato ampulheta. Primeiro o show anunciou que seria plus size, aí depois eu comecei a ver que os envolvidos se referiam a ele como curvy (aliás, as plus size não são curvy?) . Acredito que o ideal é não ter separação em nada. O ideal pra mim é que todo mundo seja um grande grupo unido. Mas o show foi feito pra eleger uma modelo fora do padrão da moda regular e acho que ele não cumpriu o papel de promover diversidade e inclusão.

A vencedora:


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Ronja Manfredsson (Suécia).

Ela tem o elã, gente! Maravilhosa, fotografa super bem e parece ser bem profissional. Olha aqui o portfolio dela com a Milk Management. 

As finalistas:

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A única negra

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Linda e com cara de ryca das modas.

As participantes:

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Grupo da Noruega

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Da Suécia

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As dinamarquesas

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Os jurados. No meio, a Janka Poliani

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As Norueguesas e a Janka

Falando em modelos Plus Size e o show Top Model, a maravilhosa da Ashley Graham vai ser jurada no America’s Next Top Model. Que passo maravilhoso para um futuro mais inclusivo na moda, onde os rótulos serão derrubados e não teremos mais separações e minorias. Rolou uma polêmica sobre a Ashley ter emagrecido e suposta,emte não estar mais representando o Plus Size. Aí eu pergunto de novo, como é que fica essa coisa de ser plus size ou ser curvy? Ai quanto rótulo né?

Amercin Next Top Model 2016, Panelists at Parlay Studios

American Next Top Model 2016, Panellists at Parlay Studios

 

 

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